Back to the Past in New York: Does Rock Age? / Volta ao Passado em Nova York: o Rock Envelhece?

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Woodstock Festival, 1969, Bethel, New York. 

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Woodstock Fields, 2016, Bethel, New York. 

Back to the Past in New York: Does Rock Age? / Clique Aqui para Português

Music has always existed for various reasons: fun, religion, cultural expression, social manifestation. The 20th Century seems to have started a new role for music: political protest. There were some subtle links between music and politics in previous centuries, for example, when Beethoven changed the name of his third symphony initially called “Napoleon” after Napoleon decided to proclaim himself Emperor in 1804. Beethoven did not like it and changed the title of the symphony.

But, in general, it was in the second half of the 20th century that music was consolidated as a protest vehicle, possibly due to mass media. There are several examples: the anthem “We Shall Overcome” on the civil rights movement in the US, protest songs against the war in Vietnam, blues and jazz as an expression of black awareness in the United States. In Brazil, the music festivals of TV Record started the movement which launched Brazilian Popular Music and the talents of Elis Regina, Jair Rodrigues, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Chico Buarque, Mutantes, among others. In the US, the Woodstock festival consolidated rock as the voice for the hippie movement through protest music.

Ligia and Jonas went to check where it all happened and it’s worth visiting the museum today – which was built in the very place where it all happened.  Despite being called Woodstook, the original location was changed due to pressure from local residents. In fact, the Woodstock Festival actually took place near the town of Bethel, about 140 km. North of New York. The festival was held between 15 and 18 August 1969 and consolidated the counterculture movement.

At that time a group called Jethro Tull appeared in Blackpool, England, originally formed by Ian Anderson, Jeffrey Hammond and John Evans.  They were not famous enough to be invited for Woodstock.

They began to have commercial success in 1969 with the song Stand Up. They were influenced by The Beatles (who declined an invitation for Woodstock) but ended up creating their own style, changing with time, incorporating progressive rock elements in the Aqualung album, Thick as a Brick and A Passion Play and folk music elements, country music, medieval tunes and classical elements in Songs from the Wood and Heavy Horses. In our way of looking (and listening), the creativity of Jethro Tull explains both its success and the difficulty of classifying them in a single label as a musical genre.

According to Rolling Stone Magazine, it is “one of the most commercially successful rock groups”, having won 11 gold albums and 5 platinum ones, having sold over 60 million albums.

The most amazing thing for us was to discover that Ian Anderson, founder and soul of Jethro Tull would make a presentation on Montclair, New Jersey, the next day! Of course, we decided to check it out.

Ligia was not even born when teenager Jonas used to put a tape of “Thick as a Brick” in his minicassette recorder hoping the batteries would not run out. At that time, Jethro Tull filled Madison Square Garden, a capacity of almost 20,000 people. Ian Anderson, with long rebellious hair, played his flute standing on one foot in his unique style that delighted crowds.

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Ian Anderson playing flute, Montclair, New Jersey. 

Forty years later, in Montclair, New Jersey, Ian Anderson and the new version of Jethro Tull played with the same energy the same eclectic and catchy songs that made them famous. Ian Anderson, now bald, performed with the same charisma and without any frills. At the interval, he invited the audience to go to the bathroom and also took the opportunity to brag about the self-control of his bladder – apparently a success factor in a man of almost 70.

Ligia was the youngest person in the audience, composed of some 1,000  bald gentlemen, very much like Ian Anderson. A tranquil atmosphere, where the wild sound of a protest rock did not sound so protesting anymore.

After witnessing the decay of so many idols of popular music in Brazil, we were wondering whether rock and rockers also age?

We could only think of the voice of Elis Regina singing, “Today I know that those who gave me the idea of a new awareness and youth are at home, guarded by God, counting the vile metal.”

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Woodstock Museum, Bethel, New York. 

Volta ao Passado em Nova York: o Rock Envelhece?

A música sempre existiu pelos mais variados motivos: diversão, religiáo, expressão cultural, manifestação social.  O século XX parece ter iniciado uma nova função para a música: o protesto.  Houve alguns vínculos sutis entre música e polítca nos séculos anteriores, por exemplo, quando Beethoven mudou o nome de sua terceira sinfonia inicialmente chamada “Napoleão” depois que Napoleão decidiu proclamar-se Imperador em 1804.  Beethoven não gostou e mudou o título da sinfonia..

Mas, em geral, foi na segunda metade do século XX que a música se consolidou como veículo de protesto.  Há varios exemplos: o hino “we shall overcome” sobre o movimento pelos direitos civis nos EUA, as músicas de protesto contra a guerra no Vietnam, o blues e o jazz como expressão da consciência negra nos EUA.  No Brasil, os festivais da canção da TV Record iniciaram o movimento pela Música Popular Brasileira tendo lançado os talentos de Elis Regina, Jair Rodrigues, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Chico Buarque, Mutantes, entre outros.  Nos EUA, o festival de Woodstock consolidou o rock como voz do movimento hippie e como música de protesto.

Estivemos onde tudo aconteceu e vale a pena visitar o museu que hoje foi construído no lugar onde aconteceu o festival original de Woodstock.  Apesar do festival se chamar Woodstook, a localização original foi mudada por pressão dos habitantes.  Na verdade o Festival de Woodstock aconteceu perto da cidade de Bethel, uns 140 km. ao Norte de Nova York.  O festival foi realizado entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969 e consolidou o movimento da contracultura.

Nessa época o grupo Jethro Tull surgia em Blackpool, Inglaterra, formado originalmente por Ian Anderson, Jeffrey Hammond e John Evans.

Começaram a ter sucesso comercial em 1969 com a música Stand Up.  Foram influenciados pelos Beatles mas acabaram criando um estilo próprio, o qual foi mudando com o tempo, incorporando elementos de rock progressivo nos álbuns AqualungThick as a Brick and A Passion Play e depois elementos de música folk, country, medieval e clássica em Songs from the Wood and Heavy Horses.  Na nossa maneira de ver (e ouvir), a criatividade de Jethro Tull explica ao mesmo tempo seu sucesso e a dificuldade de classificá-los em apenas um único rótulo como gênero musical.          

Segundo a revista Rolling Stone, são “um dos grupos de rock comercialmente mais bem sucedidos”, tendo ganhado 11 álbuns de ouro e 5 de platina, tendo vendido mais de 60 milhões de álbuns.

O mais incrível para nós foi descobrir que Ian Anderson fundador e alma do Jethro Tull iria fazer uma apresentação em Montclair, Nova Jersey no dia seguinte!  É claro que resolvemos conferir.

Ligia ainda nem tinha nascido quando Jonas, adolescente, colocava uma fita de “Thick as a Brick” no seu gravador minicassete e ficava torcendo para que as pilhas não acabassem.  Naquela época o Jethro Tull lotava o Madison Square Garden com capacidade para quase 20.000 pessoas. Ian Anderson, com imensa cabeleira, tocava sua flauta no seu estilo único que encantava multidões.

Quarenta anos depois, em XXXXX, New Jersey, Ian Anderson e a nova versão do Jethro Tull tocaram com a mesma energia as mesmas músicas ecléticas e cativantes que os tornaram famosos.  Ian Anderson, agora careca, se apresentou com o mesmo carisma e sem a menor frescura.  Na hora do intervalo, convidou a audiência para ir ao banheiro e ainda aproveitou para auto elogiar o controle da própria bexiga – aparentemente um fator de sucesso em um senhor de quase 70 anos.

Ligia era a pessoa mais nova na audiência, composta por senhores grisalhos e carecas, assim com Ian Anderson.  Uma atmosfera tranquila, onde o som selvagem de um rock de protesto não parecia mais tão protestador assim.

Depois de testemunhar a decadência de tantos ídolos da MPB no Brasil, ficamos pensando: será que o rock e os roqueiros também envelhecem?

Só conseguíamos pensar na voz de Elis Regina cantando, “Hoje eu sei que quem me deu a ideia de uma nova consciência e juventude, está em casa, guardado por Deus, contando o vil metal”.

 

 

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