In the US, There is No “Jeitinho” / Nos EUA, Não Tem “Jeitinho”

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In the US, There is No “Jeitinho” / Clique Aqui para Português

Corner of Fifth Avenue and 42nd Street a small newsstand next to the New York Library. Two girls want to buy cigarettes. The seller, an Indian immigrant, asks for a document proving their age. They leave without cigarettes. We went to talk to the seller, a nice and simple man with a heavy accent. He explained that they would need to be 21 years old to buy cigarettes, the same for alcohol. He preferred to lose the sale, but followed the law.

In the US, there is no “jeitinho”.  This is a Brazilian expression, which literally means “little way”, i.e., a way which is not necessarily legal or within regulations.  In the US, there are no “laws that work” and others that do not work, like in Brazil.  In the US, a politician was caught using public funds to redecorate his office and lost the mandate. The law is not a subjective accessory, but it works equally for all. This contributes for a country to become civilized.  Of course there is corruption as well, but it is not endemic and it is punished harshly when discovered.

Regardless of how things work in India, the Indian immigrant knew he could not act against the US law. This makes a nation of immigrants develop.

Brazil begins to realize that “jeitinho”, bribery, trickery, taking advantage, murky dealings among friends, nepotism and other “cultural” characteristics may have something to do with our cyclical underdevelopment. Transparency is emerging as a core value exercised on a daily basis.

Perhaps taking things a little more seriously would make Rio become more boring. Nevertheless, we do know that a healthy relationship between the individual and society is one of the key characteristics that make a country become civilized.

No EUA, Não Tem “Jeitinho”

Esquina na Quinta Avenida com rua 42.  Uma pequena banca de jornal, ao lado da Biblioteca de Nova York.  Duas meninas querem comprar cigarro.  O vendedor, um imigrante indiano, pede um documento que comprove a idade delas.  Elas ficam sem os cigarros.  Fomos conversar com o vendedor, um senhor simples, com sotaque carregado.  Ele explicou que elas precisariam ter 21 anos para comprar cigarros, o mesmo para bebidas alcoólicas.  Preferiu perder a venda, mas cumpriu a lei.

Não há jeitinho, não há leis que funcionam e outras que não funcionam, não há jogo de cintura.  Um político foi flagrado usando verbas públicas para redecorar seu gabinete e perdeu o mandato.  A lei não é um acessório subjetivo, mas simplesmente funciona de forma igual para todos.  Isso contribui para que um país seja civilizado.

Independentemente de como as coisas funcionem na Índia, o imigrante indiano sabia que não poderia agir contra a lei.  Isso também faz com que uma nação de imigrantes se desenvolva.

No Brasil se começa a perceber que o “jeitinho”, a propina, a malandragem, levar vantagem, os negócios entre amigos, o nepotismo e outras características “culturais” podem ter algo a ver com nosso subdesenvolvimento cíclico.  A transparência começa a emergir como um valor fundamental a ser exercido no dia a dia.

Talvez menos Ópera do Malandro e um pouco mais de seriedade fariam o Rio ficar mais chato.  Mas a gente sabe que uma relação saudável entre o individual e o coletivo é uma das características que fazem com que um país fique civilizado.

 

 

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