The Wonderful World of Travel: the Good, the Bad and the Ugly. / O Maravilhoso Mundo das Viagens: o Bom, o Ruim e o Feio.

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O Maravilhoso Mundo das Viagens: o Bom, o Ruim e o Feio. / Click Here for English

É claro que todo mundo gosta de viajar. Conhecer lugares, pessoas, paisagens, culturas, são coisas que fazem a vida valer a pena. Normalmente imaginamos viagens como se fossem o começo do filme Titanic. Atores lindos, roupas maravilhosas, música no ar, o Leonardo di Caprio correndo para pegar o navio, tudo funcionando para materializar nosso sonho de sair da rotina para viagens encantadas pela imaginação. Houve um tempo quando todas as viagens internacionais eram feitas de navio. Demorava umas três semanas para ir de Nova York para a Europa, por exemplo. A vida naturalmente incorporava períodos de contemplação. Ironicamente, foi a sangrenta Segunda Guerra Mundial que desenvolveu as tecnologias necessárias para permitir a aviação comercial, incluindo redes de aeroportos, radares, aviões de passageiros, companhias aéreas, até a invenção mais recente das malas com rodinhas.

Por outro lado, a amarga realidade é que já não há mais glamour nas viagens aéreas. A democratização e o acesso universal aos aeroportos fez com que uma viagem aérea deixasse de ser algo elitista para virar rotina. Não há nada de errado nisso, somos sempre a favor da democracia. A democracia inclui o inevitável bebe a bordo que não para de chorar quando a gente começa a sentir sono, o hippie com sandálias de dedo e pés imundos sentado de pernas cruzadas ao nosso lado, o tipo obeso com cotovelos enormes que decide disputar o encosto para braços que deveria ser compartilhado, um casal de idosos falando alto por toda a noite em uma língua estranha que não conseguimos identificar. E sem falar no inevitável passageiro faceiro soltando flatulências pungentes e premiando as pessoas ao redor com o seu nauseabundo perfume.

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O Titanic afunda, apesar de todo o romance inicial. Já vimos de tudo, até um rapaz altíssimo que pediu para não inclinarmos o assento para não incomodar seu joelho ou um ser que se dizia de outro planeta e estaria aqui estudando nossa civilização. Um raio quando atinge o avião assusta um pouco, mas não causa mal algum. Turbulências muito fortes fazem com que a maioria das pessoas no avião fique gritando ou rezando. Dizem até que alguns se aproveitam desse momento de desespero para abraçar ou beijar uma linda mulher ou homem que estejam sentados ao lado, mas nunca presenciamos isso. Já perguntamos a muitos comandantes se eles já tinham visto algum disco voador e eles sempre disseram que não.

Resumindo: da próxima vez que alguém te perguntar “como foi a viagem?” você já sabe o que pensar para responder.  Se não houve bebe chorando a bordo, pés descalços e sujos ao lado, forte turbulencia, raios atingindo o avião, ninguém disputando espaço no encosto da cadeira, ninguém peidando adoidado ali perto, nenhum vizinho de proporções acima da escala normal, você pode sorrir e responder que, afinal, foi uma boa viagem.  Rotina pura.  

Apesar de tudo, ainda acreditamos que não existe investimento melhor de tempo e de dinheiro do que viajar. O planeta se globaliza cada vez mais, mas a diversidade de costumes e jeitos de ser e de pensar ainda é a maior atração. Viajamos para aprender a respeitar outras culturas. E viva a diferença!

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The Wonderful World of Travel: the Good, the Bad and the Ugly.

Of course everyone likes to travel. Getting to know places, people, landscapes, cultures, these are things that make life worth living. Normally we think of travel as in the movie Titanic. Beautiful actors, wonderful clothing, music in the air, Leonardo di Caprio rushing to catch the ship, everything coming together to materialize our dream to get out of routine into an enchanted world fueled by imagination. There was a time when all international travel was by ship. It took about three weeks to get from New York to Europe, for example. Life naturally incorporated periods of contemplation. Ironically, it was the bloody Second World War which developed the necessary technology to enable commercial aviation, including airport networks, radars, airlines, including the latest models of suitcases with little wheels.

On the other hand, the bitter reality is that there is no more glamour in air travel. Democratization and universal access to airports made air travel nothing more than mere routine. There is nothing wrong with that, we are always in favor of democracy. Democracy includes the inevitable baby on board who will not stop crying when you start to feel sleepy, the hippie sandals and filthy feet sitting cross-legged next to us, the obese guy with huge elbows who decides to dispute the armrest, an elderly couple talking loudly all night in a foreign language that we can not identify.  And not to mention the inevitable coquettish passenger releasing poignant flatulence and rewarding people around with non-stop nauseating perfume.

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The Titanic ends up sinking, despite all the initial romance. We’ve seen everything, even a very tall man  who asked us not to recline the seat to not bother his knees or a self-declared being from another planet who claimed to be on Earth studying our civilization. Occasionally, when lightning reaches the plane it gives everyone  a scare.  A strong turbulence would normally cause most people in the plane to scream or pray uncontrollably.  Some people say that some selfish passenger might take advantage of this moment to hug or kiss a beautiful woman or man who is seated next to them, but we never witnessed anything like that. We already asked many flight captains whether they had ever seen a flying saucer but they always said no.

In summary, the next time someone asks you “how was your trip?” you already know how to answer. If there was no baby crying on board, no dirty smelly feet around, no strong turbulence, no lightning hitting the plane, no one fighting for space on the armrest, no farting nearby, no huge neighbor, you can smile and answer that, after all, it was a good trip. Pure routine.

After all, we still believe that there is no better investment of time and money than travel. The planet is increasingly globalized, but the diversity of customs and ways of being and thinking are still the biggest attraction. We travel to learn to respect other cultures. And long live the difference!

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