New York: Hats and Ideas / Nova York: Chapéus e Ideias

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Source / Fonte: East Village Hats, New York City  

New York: Hats and Ideas / Clique Aqui para Português

It was a perfectly normal night. It was not raining and the sun was not shining. But the man wore an orange hat inside the Japanese restaurant. The hat, of course, was not used as a hat. It was used as a statement, a prop, as medium to a message.

Hi, look at me: am I different? I am using a hat without any need, so am I just launching my own new style? I do like orange hats and fuck whatever anyone thinks?

Would he be so aggressive, or so vain or so narcissistic?

The fact is that in New Yorkers wear whatever they want. People do not look at each other as much as in Brazil. Staring with intensity is even considered impolite.

On the other hand, the streets inspire many fashion designers. What was on that person’s head made me think about what would be inside it.

Wouldn’t it be fantastic if whatever people had inside their heads turned into hats? We would see hats in the shape of dollar signs, hearts, books, revolvers, ambulances, searchlights, clouds, rainbows, yellow hats, red, blue, black, top hats, helmets, crazy wigs, bowler hats, panama fedora, straw, cowboy, hat, beret, each with its tabs, cones, wreaths, bows …

Thinking about all that, we went to visit the shop East Village Hats in Manhattan. The front window is already super creative with hats in the shape of various types of plants, including carnivorous ones. Entering the shop is like stepping back in time one hundred years. At that time, no one would even think of leaving home without a hat. Today, for those who like, they organize courses to design and fabricate hats.

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Carnivorous Plant Hat.  Source: Maor Zabar Hats 

We asked Julia Knox, the store manager, what would be more important to have around your head: ideas or hats. She agreed that ideas are more important than hats. Our comment was that, in the case of their store, they have managed to combine hats with good ideas in a very creative way.

As the Romans used to say, “Carente capite non opus est píleo”, those without a head cannot wear a hat. Each head, a sentence. So many heads, so many ideas…

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Source / Fonte: East Village Hats, New York City 

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Source / Fonte: East Village Hats, New York City. 

Nova York: Chapéus e Ideias

Era uma noite absolutamente normal. Não chovia e não fazia sol. Mas o homem usava um chapéu laranja dentro do restaurante japonês. O chapéu, é óbvio, não era usado como chapéu. Era decoração, adereço, afirmação, meio para mensagem.

Olhem para mim, sou diferente? Uso chapéu sem a menor necessidade e só estou fazendo um estilo? Gosto de chapéu laranja e foda-se o que qualquer um pense? Seria ele tão agressivo, ou tão vaidoso ou tão narcisista?

O fato é que em Nova York cada um sai do jeito que quer. As pessoas não ficam se olhando tanto como no Brasil. Staring – olhar com intensidade – é até considerado falta de educação. Por outro lado, muitos estilistas de moda se inspiram nas ruas.

O que estava em cima da cabeça do cara me fez pensar sobre o que estaria dentro dela. Não seria fantástico se pudéssemos ver o que as pessoas tem dentro da cabeça se transformando em chapéu? Veríamos chapéus em forma de cifrão, de coração, de livro, de revólver, de ambulância, de holofote, de nuvem, de arco-íris, chapéus amarelos, vermelhos, azuis, negros, cartolas, capacetes, perucas malucas, chapéus coco, panamá, fedora, palheta, cowboy, gorro, boina, cada um com suas abas, cones, coroas, laços…

Pensando nisso, fomos visitar a loja East Village Hats, em Manhattan. A vitrine já é super criativa, com chapéus em forma de vários tipos de plantas, inclusive carnívoras.   Entrar na loja é como voltar cem anos no tempo. Naquela época nenhuma pessoa sequer pensaria em sair de casa sem chapéu. Hoje em dia, para quem gosta, eles oferecem cursos para desenhar e confeccionar chapéus.

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Chapéu de Planta Carnivora.  Source: Maor Zabar Hats

Perguntei para Julia Knox, gerente da loja, o que seria mais importante ter na cabeça: idéias ou chapéu? Ela concordou que idéias são mais importantes que chapéus. Meu comentário foi que, no caso dessa loja, elas conseguiram combinar chapéus com boas idéias.

Como diziam os romanos, “Carente capite non opus est píleo”: quem não tem cabeça, não carrega chapéu. Cada cabeça, uma sentença. Tantas cabeças, tantas idéias…

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