D.R.: Aqui em Casa Não!

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D.R.: Aqui em Casa Não! / Click Here for English

Antes mesmo de nos conhecermos escutávamos muitas teorias sobre a vida a dois. Entre essas o grande paradigma que o casamento depois dos 2 primeiros anos – passa da paixão – fica muito chato; e que sempre rolava desconforto durante o famoso D.R. (discutir a relação).

Nós passamos por outros relacionamentos, assim como todo mundo. A grande maioria relacionamentos com pessoas maravilhosas mas que felizmente não deram certo.

No inicio do relacionamento é verdade que sempre tentamos agradar ao outro e mostrar só o que temos de melhor. Primeiro porque não conhecemos o outro direito e não sabemos como ele/ela vai reagir `as nossas atitudes. Segundo, porque estamos super embriagados pela vontade de querer ver e ficar com o outro o tempo todo… sem sabermos direito por que.

Passaram-se cinco anos e a crise não veio, nós continuamos nos respeitando e cuidando da nossa felicidade e do relacionamento com muito carinho. Não somos um casal perfeito mas após os dois anos de casados continuávamos com a certeza de que gostaríamos de envelhecer juntos, e que não há problema em disputar um pouco mais de cobertor ou decidir qual filme assistir ou onde passar as ferias.

Cá entre nós, os dois primeiros anos realmente são uma delicia. É o período em que aprendemos muito sobre o outro e sobre nós mesmos. Também é o período em que demonstramos o que queremos e o que não queremos.

Quando completamos 2 anos foi o momento de celebrar o tempo compartilhado e tudo o que fizemos e conquistamos nesse período. Momento no qual o relacionamento estava mais maduro e o amor havia crescido muito. Mas nunca deixamos de cuidar, respeitar e mimar o outro – fazer aquelas coisas que o outro gosta.

Desde o inicio criamos o hábito de conversar muito e com tato, compartilhando com o outro o que cada um sente. Então quando um faz ou fala algo que incomoda o outro, a gente logo joga limpo e fala: “Olha eu sei que você não teve a intenção, mas quando falou aquilo me deixou triste pelo motivo tal”. Esse – e o humor – é certamente o hábito mais saudável da nossa relação. E gente não precisa se levar tão a serio, descontração é fundamental.

Aqui em casa não tem D.R. porque a gente conversa sempre, com maturidade, como parte da rotina. A gente não fica querendo que o outro adivinhe o que estamos pensando e/ou sentindo. Isso faz com que a gente não precise ter DR. Você tenta explicar o que sente, o outro tenta compreender e a cumplicidade mutua ajuda no entendimento de como algo deve ser feito dali por diante. Por enquanto, é o que tem funcionado com a gente. Simplicidade e honestidade o tempo todo. Simples assim.

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D.R. (Discussing the Relationship): Not in Our Turf !

Before we’ve met, we used to hear many theories about life as a couple. Among these, there was the standard paradigm that marriage after the first 2 years – the phase of passion – can become very challenging, usually generating considerable discomfort during the famous D.R. (discussing the relationship).

We have been through relationships, like everyone else. Most relationships were undertaken with wonderful people but fortunately they did not work.

In the beginning of any relationship it is true that we always try to please the other and just show how good we are. First because people do not really know each other and do not know how the other would react to specific attitudes and comments. Second, because we tend to be kind of drunk with desire to be and share experiences with the other…sometimes without really knowing why.

So far it has been five years with no crisis in the horizon. We continue respecting, taking care and working hard at our happiness with love. We are not perfect but after two years of marriage we are convinced that we do want to continue working hard in having a soft spot for each other. It is OK to hog the blankets or debate about which movie to watch or where to spend the holidays.

Between us, the first two years are really a delight. It is the period in which we learn a lot about each other and about ourselves. It is also the period in which we demonstrate what we want and what we would not accept. Flexibility and humility are part of the equation.

The two year anniversary was a time to celebrate what we have achieved and what we have learned during this period. The relationship becomes more mature with time and so does love. But we never stopped caring, respecting and pampering each other – trying to do the little things that the other likes – after all, this is not a competition.

From the beginning we create the habit of talking with tact all the time, simply sharing with the other our most basic or inner feelings. So when one does or says something that bothers the other, we just play fair and say: “Look I know you did not intend to hurt me, but you made me sad for reasons a, and b and c”. This openness – and humor – are certainly the healthiest habit we try to cherish in our relationship.  At the same time, we try not to take ourselves so seriously, relaxation is key.

Here at home there is no D.R. because we always discuss things as a matter of routine. There should not be any guess work about the other. This is why there is no DR at home. We try to say what we feel, the other tries to understand and so there is some kind of mutual cumplicity. For now, this has worked for us. There is no formula, but simplicity and honesty seem to work all the time. It is as simple as that.

 

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